Em um retrato vê-se somente
Uma mulher em meio à escuridão
Juntas de tantas outras,
Que vistas sobre apenas um ângulo
Acabariam por ser tornar iguais
Por mais diferente que fossem.
Mas, se por acaso naquele momento
Eu emprestasse os meus olhos
A escuridão se esvairia
Por um laço tão forte de luz
Como o sorriso de um coração
E ela, a pequena menina mulher
Não seria somente um suspiro
Seria fruto de todas as palavras
Destas que jamais ninguém
Conseguira sentir ou organizar
Pois a luz que saía do teu simples gesto
Foi capaz de apagar toda e qualquer
Outra imagem coadjuvante
E no teu cenário cheio de dimensões
O afago, terno, eterno e sincero
Ela nunca há de ver.
Mas nunca também haverá de esquecer.
João Victor Câmara
João Victor Câmara
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